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  • Disfagia

  • Fga. Sueli Vieira Christo Miyahira


      É um distúrbio da deglutição que causa alterações para engolir alimentos ou saliva.   No envelhecimento esse desvio se torna mais freqüente, principalmente em pacientes portadores de acidente vascular encefálico (derrame ), doença de Parkinson, Alzheimer, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, traumatismo craniano e câncer de cabeça e pescoço.
      No idoso podem surgir alterações funcionais provocadas por próteses dentárias mal adaptadas ou perdas dentárias (que geram alterações na mastigação) e atrofia dos músculos da língua (resultando na ingestão de bolos alimentares de menor volume). Conseqüentemente, idosos preferem alimentos mais cozidos.
      O refluxo gastroesofágico grave e a intubação por longos períodos também causam problemas na deglutição. A disfagia pode apresentar alterações na fase oral, faríngea ou esofágica da deglutição.
      Os sinais da disfagia podem ser percebidos quando o indivíduo sente necessidade de beber líquidos após ingerir alimentos sólidos ; tosse ou engasga antes, durante ou após deglutir (principalmente líquidos); pigarreia com frequência; regurgita pelo nariz ao se alimentar; sente dor torácica quando deglute; engasga com a saliva (por excesso ou pouca salivação); sente alterações na voz após se alimentar.
      As alterações no processo de alimentação no idoso merecem atenção especial, pois podem provocar isolamento social, problemas emocionais, de nutrição (com perda de peso), desidratação, pneumonia aspirativa, risco de morte.
      Os problemas de disfagia devem ser tratados por uma equipe multidisciplinar: médicos, nutricionistas, enfermeiros e principalmente fonoaudiólogos.
      O idoso merece atenção e cuidados específicos, preservando assim a sua qualidade de vida e o prazer de se alimentar.